Reproduzo mais um trecho do livro Viagem à luta armada. Nesta parte do livro Carlos Eugênio está no seu apartamento no exílio em Paris, deitado numa banheira e entorpecido por drogas, que não curam, lógico, mas ajudam a aliviar a dor das lembranças sombrias: das vidas que se perderam na guerrilha que fracassou, da revolução perdida. Ele se lembra da intenção de fugir para Cuba para escapar do serviço militar e da despedida do pai. Ao ler este trecho fico pensando em quantas pessoas neste breve, louco e já tão distante século XX tiveram que fazer a mesma despedida: soldados vermelhos na Rússia; Partisans na Itália; Espartaquistas na Alemanha; todos tiveram que deixar suas famílias, seus entes queridos. Pois a partir dali suas vidas seriam em prol da revolução e nada mais importava a não ser a luta por uma sociedade melhor.
Essa e outras revelações são feitas no livro Olho por olho: os livros secretos da ditadura de Lucas Figueiredo, mesmo autor de Ministério do Silêncio: A história do Serviço Secreto brasileiro de Washington Luis a Lula. O título diz ?os livros secretos? no plural, porque relata a história de dois livros antagônicos que foram, cada um em seu tempo, produzidos sob total sigilo: BRASIL: NUNCA MAIS feito ainda durante a ditadura militar com arquivos roubados do Superior Tribunal Militar que compila uma série de violações aos direitos humanos feitas pelos agentes da repressão militar e ORVIL a resposta do Exército que serviria para contrapor às denuncias feitas pelo primeiro livro.
Reproduzo hoje mais um trecho do livro Os Carbonários: memórias da guerrilha perdida de Alfredo Sirkis. Anteriormente publiquei o trecho em que Sirkis descrevia sua participação no sequestro do embaixador alemão. Este post é de um momento anterior quando ele ainda era um estudante secundarista. Ele conta com detalhes como eram os conflitos entre os estudantes que protestavam contra a ditadura e a polícia nas ruas do Rio de Janeiro.
Reproduzo hoje trecho do livro Os Grandes Líderes: Fidel Castro. Esta parte do livro trata do episódio mais tenso da Guerra Fria: A Crise dos Mísseis, ocasionada pela instalação de mísseis nucleares soviéticos em Cuba, apontados para os Estados Unidos. Segundo o governo soviético, os mísseis eram uma retaliação aos mísseis nucleares americanos instalados na Turquia cujo alvo seria a União Soviética. Este conflito geopolítico poderia ter dado início a uma guerra nuclear.
Este documentário eu recomendo e dedico a todos que ajudaram a divulgar o meu último post, que denuncia o texto golpista do Blog do JB. É terrível constatar que uma imprensa que deveria zelar pela honestidade, pelo respeito e pela defesa das instituições democráticas tenha tanto desprezo pela democracia. Ao ponto de mais de 20 anos depois do fim de um regime que torturou, matou e desapareceu com tantos brasileiros, venha usar sua página para fazer apologia ao dia do golpe que jogou nosso país no mais profundo abismo.
Vocês gostaram do vídeo acima? Eu também adorei: imagens da repressão ao som da inesquecível Apesar de Você, música de Chico Buarque. O vídeo é muito bem feito, tanto que depois de encontrá-lo no youtube resolvi dar uma olhada no link para ver em qual página ele estava hospedado. Foi aí que levei um susto. O vídeo está no Blog do JB na seção Hoje na História. O texto, que reproduzo abaixo é o que está no blog. Fiquei revoltado ao lê-lo e perceber que o Jornal não faz nenhuma autocrítica à sua participação no golpe militar. Muito pelo contrário, ainda dá justificativas ao apoio, de maneira explícita, vejam! Eu grifei algumas partes e comentarei no final.