De debates, divergências e imprecisões jornalísticas: carta aberta a Eduardo Guimarães

Pezado Eduardo,

Tudo começou quando você postou em seu blog este texto aqui. Eu curti muito o conteúdo mas, como boa jornalista, fiquei com o pé atrás. Cadê o vídeo com todas as partes comentadas pelo Eduardo pra gente ver, concordar, discordar ou ainda acrescentar mais itens à análise do Eduardo? Num tinha.

Devo confessar que meu desejo maior era o de ver Caco Barcellos triturando Eliane Catanhêde (coisa fácil de acontecer, dada a inteligência dos dois). E, apesar de não duvidar do conteúdo e da linha do seu post, como boa jornalista com 20 anos de carreira (mas não use isso contra mim! O passado remoto acontece na semana passada, sempre! :P ), permiti-me a dúvida. E fiquei doida pra ver o vídeo antes de comemorar ou lamentar o que Caco disse ou deixou de dizer.

Eu não fui a única. Várias pessoas que ponderaram (repare na palavra que eu usei: pon-de-ra-ram) os argumentos de seu post disseram o seguinte: como pode se tomar por verdade absoluta o ponto de vista de uma única pessoa?

Diga-se de passagem, é essa prática que o próprio Caco condena e chama de “jornalismo declaratório”: Eduardo Guimarães disse isso isso e isso – e toma-se como verdade para criar polêmica.

Isto posto, no que pode ser considerado um verdadeiro esforço de reportagem, a jornalista Amanda Vieira, a @amanditas1904 (que você diz ser militante do PSOL e eu não tenho como provar se isso é verdade ou não), comprou de uma empresa de clipping o programa em questão e postou no youtube o vídeo a seguir:

http://www.youtube.com/watch?v=8OdncyENbdM

e eu me refastelei com tanta informação junta. (desculpa, hábito de jornalista).

Após assistir ao vídeo duas vezes, fiz um comentário grande, pontual e visceral – ainda que respeitoso e convidativo ao debate – em seu post primeiro. E você deletou esse comentário.

Como eu já esperava tal atitude [eu poderia inserir aqui uma série de adjetivos, mas vou me abster. Não quero perder minha razão.] de sua parte, copiei o texto. Ei-lo:

Espero sinceramente que você publique este comentário no seu blog.

Na boa? Você entendeu tudo errado! O vídeo que você diz que foi censurado, não deve ter entrado no site porque o editor preferiu subir o bloco em que se falava do assunto do dia, que era a marcha contra a corrupção. E foi uma decisão jornalisticamente acertada, porque poucas pessoas estariam interessadas num caloroso debate entre a representante dos barões da mídia versus o militante do bom jornalismo blablabla pereré pão duro blablabla whiskas sachê. Aqui está o vídeo com o trecho que você comentou e disse que foi “estranhamente mutilado”. Quem o conseguiu foi a Amanda (@amanditas1904):
[link para o vídeo já postado]

Após assistir a esse vídeo, percebo:
1- Logo no início da conversa entre Caco e Eliane (refiro-me ao trecho do vídeo daí de cima), Caco respondeu a Eliane que perguntou se ele participava da Abraji: Acho interessante mas não participo, porque não encontro tempo para fazer militância ao lado do meu trabalho . Ali não é exatamente militância, mas precisa de disciplina, organização, participar de fatos concretos. (…) não me sobra tempo” sobre fazer parte da Abraji, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. E conclui: Eu não consigo ter outra atividade que não seja ir pra rua e voltar com uma história, Eliane”.

[é, eu numerei errado! /o\ ] 3- A seguir o próprio Caco cita o jornalismo declaratório, e a Eliane responde sobre a apuração do caso Palocci.

4- Caco Barcellos NÃO RESPONDE A ELIANE DIZENDO QUE DISCORDA PORQUE FAZ JORNALISMO, E NÃO MILITÂNCIA POLÍTICA. Ele respondeu: “Você me respondeu um exemplo em que seus colegas apuraram. Mas todo dia há meia dúzia de exemplos. (…) Tem iniciativas mto sérias, e importantes, mas ao lado disso, me parece ,denúncias preocupantes. (…) O início quase sempre começa com declarações contundentes envolvendo o nome de mta gente. mta gente q acaba sendo punida e mta gente q não tinha nada a ver com a história, mas, na pressa da denúncia, eu acho que a gente acaba cometendo algumas responsabilidades, me parece.”

Portanto, Caco usou a expressão fazer militância. E não usou o adjetivo política logo em seguida.

E sempre que usou a expressão militância, referia-se a participar da Abraji, e não de ser pró ou contra isto ou aquilo. Como já frisei lá em cima, Em momento algum Caco Barcellos declarou o que você destacou no título do seu post. Pelo contrário, ele foi muito elegante e superisento ao responder à Catanhede.

Vamos combinar, Eduardo, que usar justamente uma declaração que é uma verdadeira aula de jornalismo de Caco Barcellos para manipular o texto dele e dizer o que você gostaria que ele tivesse dito é, no mínimo, piada pronta. Os mais nerds lhe diriam que trata-se de uma inception.

Eu poderia aqui lhe acusar de se utilizar das mesmas práticas da revista Veja que deturpa declarações e fala o que bem entende, pois é exímia representante do PIG pereré pão duro blablabla whiskas sachê. Mas vou lhe poupar desse desfile tenebroso de clichês.

O fato é que você, em sua afobação de líder estudantil adolescente, para provar seu ponto de vista, DETURPOU A FALA DE CACO BARCELLOS. Muito elegante de sua parte seria se você RECONHECESSE O ERRO CRASSO QUE COMETEU.

No mais, Eduardo, sou obrigada a lhe dizer que eu entendi o que os jornalistas da Folha de SPaulo quiseram lhe dizer no churrasco da gente diferenciada, quando lhe chamaram de “infantil”:

Sua postura é de líder estudantil. Adolescente. Para um homem de 50 anos, fica meio dissonante. Tachar os que não concordam contigo de compactuantes dos Barões da Mídia, como você fez COMIGO no twitter por eu estar ridizularizando a novela do SBT, é uma postura igualzinha à da Veja. Sabe aquele papo que você cita aí em cima da tática de destruir reputações? Pois é. Cuidado, você está se valendo dela!

Pelo seu perfil, você é justamente o cara que poderia dar lindas bofetadas com luvas de pelica na Grande Imprensa: você é um empresário, entende de gerir negócios. Se você optasse pelo ponto de vista de gestão e administração empresarial para criticar Folha, Veja et.al, você seria mais respeitado. Mas não. Prefere usar-se de chavões vencidos há pelo menos 30 anos (“os barões da mídia”, “o golpismo midiático”) para criticar a Grande imprensa. É é por eles tachado de infantil.

Pense bem na sua postura, porque credibilidade é uma ferramenta fundamental para qualquer pessoa neste mundo. Para um blogueiro que se pretende sério, ela é mais fundamental ainda.

Atenciosamente,

Letícia Sallorenzo

Não iria publicar esse comentário, mas as circunstâncias me obrigaram a tal. Você fez um novo post louvável no qual você reconheceu o erro e disse que, a seu ver, a inclusão ou não da palavra política não faz a menor diferença.

Me desculpa, mas eu acho que faz, sim. Digo isso como jornalista e editora.

Aí, eu entedi que você deletou meu comentário primeiro, e fiz um outro comentário, mais leve porém não menos incisivo. Como não esperava que você DELETASSE DOIS COMENTÁRIOS SEGUIDOS MEUS NO SEU BLOG, não copiei o segundo comentário. Mas eu vou tentar lembrar o que disse nele.

1- Eu defendi a Amanda tal qual fiz lá em cima (“não teho como afirmar se ela é ou não militante do PSOL,

2- disse que se o vídeo foi desencavado, ainda bem, pois trouxe à tona um debate saudável e racional (não me lembro quais foram os adjetivos, mas eu disse isso)

3- Reiterei a diferença que o adjetivo política fez no seu texto

4- Dei uma dica de edição jornalística pra você: se você não tinha como repetir com exatidão a declaração de seu entrevistado, que avisasse isso antes de fazê-lo, e não transformasse em título uma frase que você não tinha certeza se Caco disse ou não.

5- Reiterei que, se existem pessoas que ousam discordar de você, que você procure, em vez de desfazer delas como inferiores militantes do PSOL (sei que vc não disse inferiores, mas é essa a sensação que eu tenho quando leio você chamar alguém de militante do PSOL), mas onde é que eu tava mesmo? Ah, sim! que em vez de você desfazer dessas pessoas, você ao menos pondere as colocações delas. E que a dita esquerda brasileira deveria dar graças aos céus por sua heterogeneidade, pois graças a ela a gente vai pra frente, ainda que aos solavancos. A direita, homogênea e uníssona, perdeu o discurso, coitada.

Enfim, foram essas mais ou menos as colocações de meu segundo comentário. Que você também deletou.

Gostaria de:

1- Entender seus critérios de deleção de comentários

2- Entender NAONDE que eu me enquadro neles.

3- Declarar que eu faço questão de trazer todo mundo à racionalidade. Pergunte ao Rafael Tsavkko o saco digo a paciência que eu tive pra lidar com ele quando ele resolveu dizer que estava sendo censurado por um blog cujo autor, horas antes, havia declarado que não censura nada. eu fiquei horas ocm o Rafael testando os posts dele, no meu blog não entravam, iam pro spam, eu sugeri a ele que trocasse o IP porque poderia ser erro de sistema e tal e ele insistindo em censura, até que ele mesmo descobriu que o IP dele tava bichado e, ao reiniciar o modem e ganhar novo IP, voilà, os comentários dele entraram sem problemas no blog dito censurável.

O Rafael Tsavkko vai MORRER dizendo que foi censurado naquele blog. E eu vou MORRER DUAS VEZES puxando a orelha dele e dizendo que ele tá errado. E ai dele se ousar me chamar de censora ou de intolerante o do que quer que seja (inda mais se eu estiver de TPM!:P )

Mas o Rafael me escuta. E pondera o que eu digo.

Você me deleta.

Pense em tudo o que eu escrevi aqui. Aguardo ansiosamente para ouvir o que você tem a dizer.

E não me chame de troll, nem de desqualificadora, pelo amor de Deus.

não pense também que isto é um ataque pessoal. Primeiro porque não é um ataque, é um convite ao debate. Segundo porquenão tem nada de pessoal aqui. Não lhe conheço pessoalmente. O máximo de pessoal que fiz em relação à sua pessoa foi rezar bastante pela sua filha qdo ela tava no hospital. (aliás, meus votos para que ela esteja bem! :D )

Minhas ponderações também não são quanto às suas ideias – você tem o direito de pensar o que quiser. O que eu quero aqui é chamar atenção para os equívocos da sua postura com relação aos que discordam de você. Você faz questão de desqualificar a todos!

Eu estou aqui justamente pra te fazer pensar, ponderar e debater. E deste debate daqui eu não vou deixar você fugir.

P.S.: Não tente me desqualificar em seus comentários. Observe aqui que em momento algum eu te desqualifiquei. Tenho nojo a praticar o jornalismo que a Veja pratica.

Em tempo: não sou filiada a nenhum partido. Sou jornalista.

Atenciosamente,

Letícia Sallorenzo (@bruxaod, a Madrasta do Texto Ruim)


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  • http://twitter.com/klaxonsbc Ricardo Queiroz

    Cara bruxa,

    você foi vitima da síndrome de repetir fórmulas autoritárias que a “mídia alternativa” herda sobejamente da mídia tradicional. Não vou entrar em questões pessoais, mas observo isso em vários casos. Tomara que mudemos, exercício de alteridade é bom para todos.

    • http://twitter.com/bruxaOD Madrasta Texto Ruim

      aaahhhnnn, agora entendi! :o )

  • http://twitter.com/Ale_sandra_ Alessandra Nane

    O problema q tomou conta de alguns (pq eu tô generosa e não vou generalizar) é q qualquer coisa minimamente positiva é elevada a categoria de verdade absoluta. Cantam-se louvores ao governo. Escreve-se posts. Batem palmas. Fazem festa. E qualquer crítica, por mais pertinente ou validada com fatos e até videos vira coisa de militante do PSOL. Alias psolista virou uma espécie de xingamento.
    E aí se usam táticas amplamente condenadas: censura, desqualificação do interlocutor, ameaças… A coisa tá feia, muito feia

  • http://twitter.com/repimlins Renata Lins

    Letícia, gostei muito do seu texto e, lendo os comentários deletados, não entendo porque foram deletados. Não entendo e lamento, apesar de não me surpreender nem um pouco, após já ter acompanhado algumas polêmicas em que o Eduardo Gumarães estava. Acho uma pena a dificuldade que hoje em dia as pessoas, mesmo as que se dizem de esquerda, têm para lidar com o contraditório: fui criada em casa de esquerda, de militantes, onde havia discussão política dia sim e outro também, e jamais se confundiu divergências políticas com ataques pessoais. Uma ótima escola, que espero estar reproduzindo com meus filhos. 
    Lamento muito porque a luta pela democracia, acho, passa pela nossa capacidade de acolher o diferente. E acolher o diferente passa, no mundo da internet, por abrir o seu espaço para comentários críticos, divergentes, diferentes.Um dos espaços que eu mais gostei de frequentar foi o blog O Biscoito Fino e a Massa, do Idelber Avelar – e gostava particularmente da capacidade do Idelber de dar espaço pra gente que discordava dele. Dar espaço batendo, discutindo, divergindo. Mas não deletando. 
    Seu post é uma segunda aula de jornalismo, em cima da do Caco: daqui a pouco dá pra montar um curso inteiro! =)

  • Amanditas Vieira

    Você escreveu quase tudo o que eu iria dizer. Ainda bem! Te amo! 

  • http://twitter.com/bruxaOD Madrasta Texto Ruim

    Ahn? Como assim? fórmulas autoritárias, Ricardo?!?! Não entendi….

    • Ricardo Queiroz Pinheiro

      As fórmulas autoritárias que tanto reclamam na velha mídia, são reproduzidas – ainda que mascaradas – em outros cantos.

  • Mauricio Alves

    Eu presenciei essa confusão desde o início, quando duvidei que o Caco Barcellos tivesse, por algum motivo, sido acometido de um “surto #blogpro” com direito a toda sorte de chavões mofados utilizados por blogueiros como o Eduardo Guimarães, Luís Nassif, Paulo Henrique Amorim e outros, que se valem de palavras de ordem de 30 anos atrás para defender ostensivamente o governo.

    No entanto, o referido blogueiro se deu ao luxo de cometer um texto no qual, como hoje está mais do que provado, colocou falas inteiras na boca do repórter da Globo como se durante a entrevista ele tivesse feito um verdadeiro libelo contra a empresa em que trabalha, enfrentando a colega Eliane Cantanhede, Nada disso ocorreu, como está límpido. O curioso é que as pessoas que ousaram duvidar do paladino de todos os golpes anunciados e porvir, o Eduardo Guimarães, foram atacados por aqueles que se auto-intitulam #blogpro, ou “blogueiros progressistas.” 

    Assisti as redes sociais, em particular o twitter, virarem um campo de batalha no qual os “infiéis” que ousaram discordar daqueles que defendem o governo eram taxados de comprados, aliados do PSDB e outras gentilezas mais. Dentre as quais me parece que ser “membro do PSOL” é o último e mais virulento dos xingamentos, o pecado supremo que um esquerdista pode cometer. E a comédia de erros me parece muito longe de acabar, pois em 2012 vem mais eleição pela frente. E a verdade será rifada outras tantas vezes em nome do imediatismo estúpido que é narrado nesse texto, em detalhes.

    • http://twitter.com/bruxaOD Madrasta Texto Ruim

      Eu entendi o erro inocente do Eduardo no primeiro post dele. E o chamei ao debate. Louvei o Eduardo quando ele reconheceu o erro, fez o mea culpa e manteve sua posição. Mas eu tinha o direito de discordar dele. Foi o que fiz.
      e como eu disse a ele no primeiro comentário que ele deletou, se ele apenas mudasse o discurso (e não o posicionamento) dele a credibilidade e o respeito dele aumentariam horrores.

      Sinceramente, espero que ele entenda minha posição. e mais ainda, espero que, desta vez ele não fuja ao debate sério.

      Até porque eu não quero nem vou permitir que ele seja achincalhado!

    • Baviera

      Quanta babaquice, cara! Pq nçao se restringe aos escritos do “Tio Rei” e do Augusto Nunes ?

      • Mauricioalves

        Porque eu, via de regra, não comento em blog. Fiz isso aqui a pedidos. E, se resolvesse cultivar o hábito, não comentaria em texto de quem eu mesmo não levo a sério. Caso específico do Reinaldo Azevedo e do Eduardo Guimarães.

  • Sensho

    Parabéns!

  • http://twitter.com/bruxaOD Madrasta Texto Ruim

    aí eu só falo mais uma coisinha que eu esqueci de falar:
    militante do PSOL virou xingamento e ninguém me avisou, é?

  • Unknown

    Minha nossa, que textinho ruim, hein?
    Pra uma jornalista, tá faltando empregar melhor o uso adequado da língua portuguesa.
    Tanta ladainha, tanto  blablablá, que a leitura tornou-se cansativa e desisti de saber o final… se é que tem!

    • http://twitter.com/bruxaOD Madrasta Texto Ruim

      Problema seu, uai!
      e onde que eu não usei adequadamente a língua portuguesa? você saberia indicar?
      Alá! tá vendo a Cláudia sentadinha lá? então, vai pro ladinho dela, vai….

  • Lolaescreva

    Não estou muito a par de nada disso que está acontecendo, mas não posso deixar de dizer que, mais uma vez, achei um texto seu super bem escrito, bruxinha!
    (E do Caco Barcellos eu só me lembro da Katia Lund falando mal. Ninguém lembra não? Tá no último parágrafo da minha crítica: http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2007/11/quando-tica-capota.html )

    • http://twitter.com/bruxaOD Madrasta Texto Ruim

      Tô bege! não sabia dessa do Caco, não….
      foi um erro feio que ele cometeu! Será que ele dorme tranquilo?
      eu também não deixaria ninguém ler o meu texto. (Mas tb não escreveria o livro em primeira pessoa)…

  • Amanditas Vieira

    Voltei aqui pra dizer o seguinte: a gente faz um favor pro Mundo de colocar um negócio na íntegra pra que todos tenham acesso direto na fonte, de modo a democratizar o debate e ainda temos que ouvir mais incorreções jornalísticas – dizer que alguém é do Psol sem essa pessoa ser do Psol é um erro né? Depois querem ser levados a sério…

  • http://www.comunistas.spruz.com/ eduardolm17

    Eu concordo com quando ela corrige o Edu Guimarães. Realmente Caco Barcelos não disse “militância política” se referindo ao trabalho de  Castanhêde. Reparei isso quando vi o vídeo pela primeira vez.  Mas discordo quando ela diz que “mídia golpista” é apenas um chavão. A mídia tenta derrubar presidentes que não pactuem com os interesses dela sim. Se consegue derrubar ou não é outra história.  

    • http://twitter.com/bruxaOD Madrasta Texto Ruim

      Caro Eduardo,
      Uma coisa é a prática do (com licença preu criar essa expressão) “midiagolpismo” (obrigada). Outra coisa é usar a expressão “Mídia golpista” ou “golpismo midiático” à exaustão. Se, ao invés de dizer “A Globo pratica golpismo midiático” a gente disser: “hahaha, enquanto os Manés se ligam na “corrupção” do ministro Orlando, a Globo acerta com o Ricardo Teixeira onde vai ser a sede da Copa! A Globo te faz de Mané, prestenção!”, vai ser muito mais didático e eficaz pra quem é pela Globo manipulado…

      Além do quê, “golpismo midiático” é uma expressão tão etérea quanto ineficaz. Só funciona em trabalhos acadêmicos… entendeu meu ponto de vista?

      • http://www.comunistas.spruz.com/ eduardolm17

        Entendi. 

  • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

    Excelente!=) Desqualificação é a tática favorita de alguns #blogprog, infelizmente. Alguns, como o Eduardo, chegam a anunciar que irão te censurar, bloquear do blog e, pasme, mesmo quando você está concordando com ele. Mas o ódio cego que torna tudo “PSOL”, como se isso fosse em si um xingamento, impede que se compreenda até a frase mais clara.

    Fanatismo é o pior dos males pra quem se declara de esquerd,a pois apenas ajuda a impldir seu próprio lado.  http://yfrog.com/od84zmp

    • http://twitter.com/bruxaOD Madrasta Texto Ruim

      Pensando bem, é um belo conjunto de ofensas: “seu feio, bobo, chato, cara de mamão, militante do PSOL” QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA acho que vou adotar! o/

  • http://twitter.com/Ed_Super Ednaldo Macedo

    Hallelujah! Ainda existe bom senso nesse mundo!

    Era necessário um post desses pra que esses autointitulados #blogprog repensem um pouco suas posturas.

    Nos últimos 1 ano e meio, o twitter virou minha principal fonte de informação e de acesso aos blogueiros que defendem ideias de esquerda, com as quais sempre simpatizei.

    Mas, sinceramente!? Tem hora que dá vontade de “unfolar” todo mundo, por que esse pessoal têm umas crises de cegueira e surdez políticas. Não toleram opinião contrária. O Governo é Deus e a mídia é #aquelefestivaldechavõesqueenchemoraiodosaco.

    Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. Reconhecer acertos e criticar as falhas é parte de todo bom debate político, com respeito SEMPRE aos interlocutores.

    Parabéns à Mademoiselle Bruxa pelo texto.

    P.S.: “Afobação de líder estudantil adolescente” foi SENSACIONAL!

    • http://twitter.com/bruxaOD Madrasta Texto Ruim

      Valeu, zifio! :o )

  • http://twitter.com/andreraboni André Raboni

    excelente post!

    esse caso me fez recordar uma vez que escrevi um post no Acerto de Contas criticando o PT – nem lembro por que motivo.

    o Eduardo Guimarães fez um papel de salsinha do blog do Cardoso (Contraditorium), entrando lá no Acerto de Contas e colocando um comentários bisonho me tascando a pecha de “tucano” e sei quê mais lá.

    foi ridículo, até porque quem acompanhava o Acerto de Contas nessa época estava vendo que dia a dia eu estava esculhambando José Serra e o tucanato.

    aí veio o @Eduguim:disqus me chamar de “tucano” por fazer uma critica ao PT e ao governo…

    ainda tentei dialogar com o cara pelo Twitter, mas ele simplesmente me bloqueou. O @Tsavkko:disqus ainda tentou argumentar com ele pelo Twitter, explicando que eu tava longe de ser “tucano” e blablabla, mas não teve jeito.

    Episódios lamentáveis.

    Parabéns pelo relato, Letícia.

  • ALON

    Oi Leticia. Bem vinda ao grupo de tucana, troll, psolista e não sei mais o que.
    Eu e meu irmão também ficamos indignados com a atitude do Eduardo Guimarães em nos censurar.  Estivemos com ele pessoalmente em Brasilia e perguntamos qual era o motivo de nos bloquear. A resposta dele era de que o blog pertencia a ele e fazia o que bem entendesse. 
    Meu irmão ficou irritado e encerrou o assunto dizendo que ele era um pau no cu, desculpa o palavrão mas a conversa com esse grande cidadão encerrou dessa forma. Eu e meu irmão fizemos dois cartazes em protesto a ele no 2 º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. Ele não gostou. Ao postar em seu blog o primeiro texto após o término do encontro de blogueiros ele deixou  entender que eu e meu irmão eramos dois mafiosos que queriam bater nele. E que poderíamos ser também as pessoas que estavam ofendendo sua filha. Ele é tão imbecil que eu e meu irmão nunca usamos Avatar, apelido ou o que quer que seja. Meu nome sempre foi Alon e do meu irmão Mayr. Por isso que quando nos chamávamos de troll ficávamos bem nervosos. Deixamos até o RG com esse imbecil do Edu.  Procura no Google Batman e Blog cidadania. Ele tenta intimidar o rapaz colocando todo o IP dele. Ele é muito ridiculo. PArece um garoto de 15 anos que descobriu a política agora.
    Eu comento no site Brasil 247. De vez em quando aparece alguns textos dele lá. No Brasil 247 não tem como ele bloquear. Caso alguem queira comentar sobre os bloqueios do Eduardo Guimarães lá é um bom lugar. Muita gente discorda dele. O Nassif também me bloqueou. Acho que foi porque eu defendi o sociólogo Chico de Oliveira. Leticia eu e meu irmão chegamos a conclusão que esses “blogueiros sujos” são piores que a velha imprensa. Chegaram ao cumulo de xingar Janio de Freitas. Espero que esse pessoal não tenha assistido ao Roda Viva hoje, João Ubaldo falou mal do Lula. A blogosfera vai acabar com o João Ubaldo. Eu e meu irmão ficamos nervoso de verdade quando ele falou mal do Cony, ai começamos a xingar ele de verdade, em outros blogs claro, lá a gente não tem voz, a democracia que ele prega é de outro jeito.
    Parabéns pelo texto, gostaríamos de ter sua Educação para responder esse crápula com elegancia.

    Beijo no coração

  • http://www.facebook.com/hsmithbr Henry Smith

    Recentemente eu tive o ENORME DESPRAZER de ter uma “pequena conversa” via twitter com o Eduardo Guimarães. O que eu percebi é de que se trata de um sujeito deveras preconceituoso, maniqueísta, paranoico e melindroso.

    Sinceramente, parece-me um Reinaldo Azevedo de sinal trocado, guardadas as devidas diferenças e proporções.

    Acompanho o blog dele desde 2007 ou 2008 (não lembro exatamente) e sou partidário da sua luta contra o monopólio midiático e a falta de escrúpulos dos grandes veículos de imprensa que insistem em favorecer grupos políticos específicos.

    Também assino embaixo quando ele fala que o maior problema do País é a pobreza
    e a desigualdade, cujo combate deve ser o principal objetivo de todo governo e da sociedade.

    Contudo, como muitos devem concordar, o Eduardo por muitas vezes exagera no
    tom, destila preconceitos e parece ter um certo prazer em rotular pessoas que não concordam com as linhas de pensamento e política dele.

    Esse é um mal de boa parte de esquerda e da direita no Brasil. Cada um se entrincheira no seu lado do espectro e inicia-se a guerra de farpas, com frases
    de efeitos moral e argumentos ad hominem cruzando o cyber espaço.

    Em relação ao Eduardo Guimarães, basta você discordar de um comentário dele
    favorável a um posicionamento do governo, e vc é taxado de fascista, extrema direita, bitolado pelo P.I.G, etc.

    Ele não consegue entender, não sei se em razão da guerra que trava contra o monopólio midiático, que uma pessoa pode criticar o governo pontualmente e não ser ao mesmo tempo um tucano enrustido e bitolado.

    Esses comentários que fiz acima eu guardei para mim e somente agora estou dando
    publicidade.

    A discussão que eu tive com ele, foi sobre um assunto simplório: ele alegou que a Dilma acertou em não emitir nota sobre a renúncia do Papa e que isso teria a ver com o fato do Estado brasileiro ser laico.

    Eu apenas disse que não concordava, porque a Santa Sé é considerada um Estado
    soberano, mantém relações diplomáticas, etc.

    Daí foi um pulo para ele colocar o FHC na conversa. (O QUE O FHC TEM A VER COM
    ISSO?).

    Em sequência, disse a ele que ele pecava por ser extremamente governista. Não sei qual foi a conotação que ele teve desse meu comentário, mas que pra ele foi o fim, foi.

    Tentei contemporizar, ainda tendo que aguentar a petulância dele me chamar de “filhote”, explicando que apoiava a causa dele, que eu não sou de direita, enfim…

    Sem falar que no meio da conversa faz um comentário depreciativo sobre seu interlocutor alegando-o que este que aqui escreve faria parte de uma “molecada que
    acha…”

    Isso vindo de um cidadão que teve a capacidade de soltar essa pérola do primário
    “opinião é igual a bunda, cada um tem a sua”.

    Demonstrou ser orgulhoso e autossuficiente ao ponto de dizer em certa altura “Aprendi a não acreditar nem em críticas nem em elogios. Recebo os dois de porrada. E fico longe de ambos. São perigosos”

    Enfim, quando eu achava que a discussão tinha acabado, e eu explicado o meu posicionamento, ele solta o seguinte comentário no twitter (sem que fosse endereçado a minha pessoa):

    “Cedo ou tarde os que estão sendo alvo de campanha antipetista terão que reagir à altura.Ser “excessivamente governista” é conceito fascista”.

    Agora vocês sabem que se criticarem o Eduardo Guimarães de “excessivamente governista” você será acusado de ser um fascista. Ou de usar conceitos fascistas, o que dá na mesma. Mais maniqueísta que isso, impossível.

    Não sei se o problema foi no adjetivo “excessivamente”, mas um amigo me informou (posteriormente) que ele tem sido “aporrinhado” por muitos que o acusam de receber dinheiro para manter o blog.

    Sinceramente, nunca pensei nisso e jamais trabalhei com essa hipótese. Por ossos do ofício e honestidade intelectual, apenas faço comentários dos quais posso provar, e nesse caso não vejo nem indícios para tanto.

    O que eu vejo nele é fanatismo, apenas.

    Mas a questão é que se vocês acessarem esse link http://migre.me/dfstd verão que no post do próprio Eduardo ele confessa que um amigo dele, um “grande humanista”, o criticou por ser “muito governista”.

    De vez em quando eu leio o blog dele e foi na memória desse post que eu comentei a posição governista dele. Enfim… o amigo dele é humanista, eu sou fascista. Dois pesos e duas medidas.

    Após ter lembrado dele sobre esse post, em resposta à acusação de fascismo, fui
    bloqueado por ele.

    Eu particularmente acho uma pena, com toda a sinceridade, de que um sujeito como o Eduardo, que tem ideias tão boas, que tenha assumido a bandeira pela democratização da mídia seja alguém que destila tanto preconceito, prejulgamento e rótulos em seus interlocutores.

    Não acredito que ele entenda o conceito de democracia, em sua plenitude. Ele combate uma torpeza de nosso sistema democrático, que é incipiente, e por isso
    tem várias distorções.

    Depois dessa discussão que tive com ele, entendi que a luta dele não é pela democratização da mídia. A linha de pensamento dele se aproxima mais da ideologia comunista de ditadura do proletariado do que um sistema realmente democrático.

    O que sinceramente, é uma grande uma pena.