Ontem (13/11/2011) um homem reacionário conversou comigo no twitter. Ele me falou sobre Mário Korel Filho, jovem soldado que foi morto num atentado da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) ao QG do II Exército, em São Paulo, em 26/06/1968. Já conhecia essa história. Li sobre isso no livro de Alfredo Sirkis, Os Carbonários, leiam o trecho abaixo:
Dia 4 de novembro foi celebrado o aniversário da morte de Carlos Marighella. Líder da ALN, Marighella foi assassinado na Alameda Casa Branca em São Paulo. Abaixo eu reproduzo um trecho do livro Olho por olho do jornalista Lucas Figueiredo. Ele comenta partes do ORVIL, livro secreto do Exército descoberto em 2007 em que a morte do guerrilheiro é descrita com detalhes.
Quem foi, quem é Soledad Barrett Viedma? Qual a sua força e drama, que a maioria dos brasileiros desconhece? De modo claro e curto, ela foi a mulher do Cabo Anselmo, que ele entregou a Fleury em 1973. Sem remorso e sem dor, o Cabo Anselmo a entregou grávida para a execução. Com mais cinco militantes contra a ditadura, no que se convencionou chamar ?O massacre da granja São Bento?. Essa execução coletiva é o ponto. No entanto, por mais eloquente, essa coisa vil não diz tudo. E tudo é, ou quase tudo.
Na História do Brasil existem acontecimentos surpreendentes, mas infelizmente pouco conhecidos do grande público. Um deles é o sequestro do Embaixador Suíço, que foi trocado por 70 prisioneiros que estavam sendo torturados nos porões da ditadura militar. Esta ação foi liderada por Carlos Lamarca da VPR ? Vanguarda Popular Revolucionária. Durante 40 dias angustiantes os guerrilheiros mantiveram o embaixador Giovanni Enrico Bucher em cativeiro, aguardando a resposta dos militares. Dentro do ?aparelho? clandestino também estavam a mulher de Lamarca: Yara Iavelberg e Alfredo Sirkis. É ele quem narra essa emocionante história no livro Os Carbonários.
Foi só o ex-guerrilheiro da ALN, Carlos Eugênio Paz, contar em depoimento na novela Amor e Revolução que tinha assassinado o empresário Henry Boilesen (presidente da Ultragás que financiava a tortura no Brasil) que a extrema-direita, representada pelos blogueiros da VEJA, ficou em polvorosa. E para destruir a reputação da Esquerda Armada lembrou de um episódio polêmico ocorrido em março de 1971: o justiçamento de Márcio Leite de Toledo. O fato é verdadeiro, ele foi morto por Carlos Eugênio depois que num tribunal revolucionário os militantes da ALN decidiram executá-lo por suspeita de traição. Como esse blogue foi criado para limpar o esgoto que os militares de pijama e os neo-reaças espalham pela internet, vou postar abaixo opiniões diferentes sobre o assassinato e um vídeo com a entrevista do irmão de Márcio Toledo. Que nossos leitores tirem suas próprias conclusões.
Reproduzo hoje, trecho do livro Direito à Memória e a Verdade sobre a guerrilheira Mariadina que lutou na guerrilha do Araguaia. Além de um vídeo com o depoimento de Maria da Paz, filha de camponeses, que tinha apenas dez anos quando conviveu com ela, mas lembra com detalhes a prisão e morte da guerrilheira, que lutou até o fim.