O reino dos céus, de acordo com a tradição cristã, será dos homens de boa fé. A eles já pertencem, na sua íntegra, os conteúdos noticiosos do dispositivo midiático nativo. No momento em que a Comissão Européia prevê um forte freio na atividade econômica em 2012 e não descarta a hipótese de uma longa e profunda recessão, editoriais e os conhecidos representantes do jornalismo de mercado pregam como ?medidas de cautela contra o contágio? a mesma agenda que quase nos levou ao colapso nos oito anos do consórcio demotucano.
“Cerca de 40 jornalistas foram demitidos da Folha de São Paulo desde a quinta-feira (10), o que representa o ?enxugamento? de 10% da redação do jornal. Além das saídas das dezenas de profissionais, o diário também decidiu acabar com o caderno ?Folhateen?, voltado para o público jovem, que passa a ser uma página da ?Ilustrada?.”
Tal relato nos leva a refletir sobre o risco da função que exercem repórteres e cinegrafistas na guerra do Rio. A missão de repórteres e cinegrafistas que cobrem, in loco, a Guerra do Rio, é mais arriscada hoje do que a própria missão de correspondentes que atuam no front das guerras como a do Iraque e a do Afeganistão.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro vê com indignação a morte de Gelson Domingos. É mais uma morte que resultou da falta de segurança em coberturas de risco no Rio de Janeiro. Para o Sindicato, este fato expõe a ?imediata necessidade de dar continuidade às ações de proteção que foram prioridade após a morte de Tim Lopes e que hoje estão sendo proteladas pelo Sindicato Patronal?
O jornal Folha de S.Paulo trouxe nesta segunda-feira numa de suas manchetes, dia da internação do ex-presidente Lula para tratamento de saúde, a afirmativa de que dois de seus irmãos teriam morrido de câncer. A indução a um pensamento fatalista é obvia, a de conduzir os menos avisados à conclusão de que ?a festa acabou?
A vitória acachapante de Cristina Fernandez de Kirchner para um segundo mandato como presidenta da Argentina deixou os setores conservadores da América do Sul notadamente perplexos.
A imprensa noticiou a vitória de Cristina como conseqüência direta dos resultados econômicos favoráveis dos últimos anos.
Embora seja verdade que a economia argentina apresente uma melhora sensível, sobretudo com baixos índices de desemprego, estes resultados não são meros acasos alcançados de maneira abstrata. Na verdade, são frutos de escolhas políticas bem sucedidas e de disputas vencidas pelos Kirchners.
***leia a íntegra no blog****
Às vésperas do exame do Enem, a mídia estava histérica, publicando ?problemas? ( e inventariando problemas das edições anteriores) na organização da prova.
Quem já participou de algum concurso público, trabalhou na organização, ou na aplicação de provas, sabe que dificilmente deixará de haver algum tipo de questionamento quanto à organização e/ou resolução de alguma questão.
Padronizar a atuação de fiscais de provas em um concurso de dimensões estaduais ou federais somente seria conseguido se o elemento humano (fiscal) fosse substituído pelas máquinas (um programa de computador).
Acompanhei as notícias sobre o Enem, na semana que antecedeu o início das provas. Algumas estão linkadas abaixo: