O reino dos céus, de acordo com a tradição cristã, será dos homens de boa fé. A eles já pertencem, na sua íntegra, os conteúdos noticiosos do dispositivo midiático nativo. No momento em que a Comissão Européia prevê um forte freio na atividade econômica em 2012 e não descarta a hipótese de uma longa e profunda recessão, editoriais e os conhecidos representantes do jornalismo de mercado pregam como ?medidas de cautela contra o contágio? a mesma agenda que quase nos levou ao colapso nos oito anos do consórcio demotucano.
“Cerca de 40 jornalistas foram demitidos da Folha de São Paulo desde a quinta-feira (10), o que representa o ?enxugamento? de 10% da redação do jornal. Além das saídas das dezenas de profissionais, o diário também decidiu acabar com o caderno ?Folhateen?, voltado para o público jovem, que passa a ser uma página da ?Ilustrada?.”
Ontem (13/11/2011) um homem reacionário conversou comigo no twitter. Ele me falou sobre Mário Korel Filho, jovem soldado que foi morto num atentado da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) ao QG do II Exército, em São Paulo, em 26/06/1968. Já conhecia essa história. Li sobre isso no livro de Alfredo Sirkis, Os Carbonários, leiam o trecho abaixo:
Sob o silêncio sorridente de São Paulo, a patrulha de choque enfim voltou a ocupar o campus da USP.
Nostálgicos fascistas e servis ressentidos riem satisfeitos ao verem aqueles estudantes vagabundos sendo colocados em seu devido lugar: a cadeia!
Sim, porque na memória desta gente estúpida, acostumada com a chibata, quem é estudante (somente estudante) é à toa e vagabundo.
*** Leiam a íntegra no meu blog ****
Tal relato nos leva a refletir sobre o risco da função que exercem repórteres e cinegrafistas na guerra do Rio. A missão de repórteres e cinegrafistas que cobrem, in loco, a Guerra do Rio, é mais arriscada hoje do que a própria missão de correspondentes que atuam no front das guerras como a do Iraque e a do Afeganistão.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro vê com indignação a morte de Gelson Domingos. É mais uma morte que resultou da falta de segurança em coberturas de risco no Rio de Janeiro. Para o Sindicato, este fato expõe a ?imediata necessidade de dar continuidade às ações de proteção que foram prioridade após a morte de Tim Lopes e que hoje estão sendo proteladas pelo Sindicato Patronal?